Aug 29, 2007
Seu Jorge
Eu não quero sair
Hoje eu vou ficar quieto
Não adianta insistir
Eu não vou pro boteco
Eu não quero sair
Hoje eu vou ficar quieto
Não adianta insistir
Eu não vou pro boteco
Hoje eu não teco, não fumo
Não jogo sinuca
Não pego no taco
Tem muita gente maluca
Me apurrinhando
Enxendo o meu saco
Hoje eu estou de vara curta
Vou ficar no barraco
O que não falta é tatu
Pra me levar pro buraco
Aug 24, 2007
100 posts pra falar de amor.
Ouvindo velharias:
Siouxie And The Banshees - Forever (música com cheiro de domingo*)
The Soulful Strings - Burning Spear
Meu centésimo post nesse blog.
Ninguém lê, só a Amanda. :D
Meu HD queimou semana passada. Perdi 200GB de informações úteis, de fotos, músicas, filmes (+-70 filmes), trampos. E não tinha backup de NADA. Oh céus. Agora tenho um hd com 400gb pra lotar de porcaria, até que queime de novo. Nunca tinha perdido tudo! Sorte que foram só oito meses de dados... Melhor que uns três anos, né?
A vida continua a mesma: falando bosta e correndo atrás de nickles and dimes.
Comprei um poster do V for Vendetta, um do Pulp Fiction, Radiohead, Pink Floyd, Buena Vista Social Club e Bob Marley. :)
E to indo acampar no final de semana que vem.
E não sou eu quem vai falar de amor, hoje.
Eu não to podendo falar de amor. Não to amando, no momento (haha!). Até entrei num debate com uma amiga minha sobre pessoas que "passam um tempo" com outras pessoas e não amam. Não acho errado. Não é só um passatempo. Não é de todo, ruim. Claro que é muito melhor fazer sexo com alguém que vc ama. Daí não é sexo, é amor (bullshit, é sexo do mesmo jeito). Mas que mal que tem? Não tenho planos, é claro que não. Mal tenho planos pra mim mesmo, como é que vou ter planos com outra pessoa? O_o' Não é?
Pra mim, sem querer soar melancólico, amor tem sido sinônimo de saudade. Então peguei isso do about de uma mina que conheci pelo fotolog. Uma gaúcha aí. ;)
Quando as temperaturas despencam é só disso que precisamos: de um amor. Os ursos polares me corrijam se eu estiver errada: sem um amor, fica muito difícil sobreviver ao inverno. E olha que nem precisa ser um amor daqueles... Um amor desses para sofrer, chorar e ouvir Odair José emocionado. Pode ser um amor mais ou menos, desses só para passar a estação. Nem que seja só de aluguel. Ou mesmo um amor pré-datado, com data para expirar. Um romance trial-version. O importante é ter um pé ali, junto ao seu, quando a meia escorregar debaixo do cobertor. Afinal, como dizia um amigo meu, nada mais triste do que um pé gelado.
Existe uma diferença fundamental entre o amor de verão e o de inverno. O primeiro tem que ser aquela paixão arrebatadora, aquela para você fazer bobagem, rolar na areia como se a vida fosse uma cena de "A um Passo da Eternidade". Se sentir a própria Débora Kerr, enquanto seu biquíni e todos seus esconderijos são invadidos por grãos microscópicos e tatuís. Amor de inverno não. Amor de inverno é de chamego, de enfiar a mão por debaixo das roupas da pessoa amada só porque ali está quentinho. De desistir de freqüentar lugares públicos porque seu cobertor é muito mais gostoso. De sentir um nariz gelado na sua barriga. De fazer chá e carinho. De ver programas estúpidos de TV. E de combinar de comer fondue (algo que pode existir apenas na nossa imaginação, já que dá muito trabalho). Amor de inverno é para experimentar novas posições sexuais debaixo da coberta, como a da "Marcha dos Pingüins Imperiais". Não está descrita no "Kama-Sutra", mas parece ser incrível. Mas, neste caso, recomenda-se um amor em silêncio, porque o grito dos pingüins se parece "segundo o nosso oráculo Google" com "o som triste de um burro zurrando, tanto que deu origem às lendas de fantasmas e demônios que assombravam a costa da Patagônia" (sic). Melhor só chamar de "meu amor" ao pé do ouvido. E não se fala mais nisso.
O homem da previsão do tempo avisa: está aberta a temporada de hibernação. Faz muito frio, meias e cachecóis e vontade de entrar no banho quente e não sair nunca mais. E se você não tem um amor, também não precisa se chatear. Sim, porque vamos deixar de lero-lero e falar a verdade: esse negócio de amor dá um trabalho danado e sempre dá errado. Faz parte do amor, aliás, dar errado. Talvez fosse melhor apostar na fidelidade de uma bolsa de água quente.
Se você está sem um amor, compre um aquecedor. Um aquecedor para chamar de "meu querido" nos dias mais frios. Mesmo que você more no Rio de Janeiro.
- Natassja
Depois dessa, quem diz "casa comigo" sou eu!
(again, valeu, Amanda!)
* vc não vai entender o "cheiro de domingo", pq é o cheiro de um contexto enorme, criado por milhares de associações de idéia, pensamentos, cheiros, pessoas, momentos, intensidades de luz, umidade, all kinds of bullshit, que só eu, na imensidão da minha (in)sanidade, entendo. Ainda assim, essa música tem essa característica: o cheiro de domingo.
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tchágo
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